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ADELMAR TAVARES
Adelmar Tavares (A. T. da Silva Cavalcanti), advogado,
professor, jurista, magistrado e poeta, nasceu em Recife, PE, em 16 de fevereiro de 1888,
e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20 de junho de 1963. Eleito em 25 de março de 1926
para a Cadeira n. 11, na sucessão de João Luís Alves, foi recebido em 4 de setembro de
1926, pelo acadêmico Laudelino Freire.
Era filho de Francisco Tavares da
Silva Cavalcanti e de Maria Cândida Tavares. Ingressou na Faculdade de Direito do Recife,
onde colou grau em 1909. Ainda estudante, começou a colaborar na imprensa como redator do
Jornal Pequeno. Em 1910, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ocupou importantes cargos.
Foi professor de Direito Penal na Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro;
promotor público adjunto (1910); curador de resíduos e testamentos (1918); curador de
órfãos (1918-1940); advogado do Banco do Brasil (1925-1930); desembargador da Corte de
Apelação do Distrito Federal (1940) e presidente do Tribunal de Justiça (1948-1950).
Enquanto desenvolvia sua carreira
na magistratura, Adelmar Tavares continuava colaborando na imprensa, e seu nome se tornara
conhecido em todo o Brasil no setor da trova, sendo considerado, até hoje, o maior cultor
desse gênero poético no Brasil. Suas trovas sempre mereceram referência na história
literária brasileira. Sua obra poética caracteriza-se pelo romantismo, lirismo e
sensibilidade, sendo recorrentes temas como o da saudade e o da vida simples junto à
natureza.
Era membro da Sociedade Brasileira
de Criminologia, do Instituto dos Advogados, da Academia Brasileira de Belas Artes, membro
e patrono da Academia Brasileira de Trovas. Era considerado o Príncipe dos Trovadores
Brasileiros. Foi presidente da Academia Brasileira de Letras em 1948.
Obras: Descantes,
trovas (1907); Trovas e trovadores, conferência (1910); Luz dos meus olhos, Myriam,
poesia (1912); A poesia das violas, poesia (1921); Noite cheia de estrelas, poesia (1925);
A linda mentira, prosa (1926); Poesias (1929); Trovas (1931); O caminho enluarado, poesia
(1932); A luz do altar, poesia (1934); Poesias escolhidas (1946); Poesias completas
(1958). Escreveu também várias obras jurídicas, entre as quais Sobre a história do
fideicomisso; Do homicídio eutanásico ou suplicado; Do direito criminal; O
desajustamento do delinqüente à profissão.
Fonte: Academia Brasileira de Letras www.academia.org.br
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