| BENEDITA AZEVEDO
Benedita Matos da Silva nasceu em Mata, Itapecuru-Mirim, a dez de maio de 1944. Seu pai
era dono de um pequeno engenho movimentado a bois. Sua mãe, mulher forte e corajosa,
chamava-se Rosenda Matos da Silva, mas todos a chamavam Rosinha. Rosa e Euzébio
casaram-se em 1934 e tiveram onze filhos. Benedita era a sexta. Morreram três filhos. O
casal criou os oito filhos legítimos e mais dois perfilhados, somando ao todo treze
filhos.
Não havia escolas por perto. Os
próprios pais ensinavam, como eles diziam, "A Carta do ABC". Benedita aprendeu
a ler muito cedo. Mas não era uma leitura fluente. Os pais resolvem mudar para a cidade
de Itapecuru-Mirim para que os filhos estudassem. O sonho de Euzébio era ter uma filha
advogada.
Aos dez anos, começou o curso
primário, no Grupo Escolar "Gomes de Sousa" e o concluiu em 1959. No ano
seguinte foi para São Luís fazer o exame de admissão ao ginásio. Como demorara a
convencer a mãe a deixá-la sair para estudar na capital, perdeu a oportunidade de fazer
os exames no Liceu Maranhense. Na época, um verdadeiro vestibular, com muitos
concorrentes para poucas vagas. Ela suplicou ao pai que não a levasse de volta para o
interior e que a deixasse fazer os exames em outro colégio. Ele atendeu ao pedido da
filha e ela fez o admissão em uma escola particular, o Colégio São Luís.
Em 1961, resolveu trabalhar e
estudar à noite. Assim desobrigaria o pai de lhe pagar os estudos. Em agosto de 1962,
casou-se com o patrão, o comerciante português, Deolindo Amílcar Nunes de Azevedo e
parou de estudar. Passou a assinar: Benedita Silva de Azevedo. Do casal nasceram dois
filhos: Rogério Silva de Azevedo e Jane Silva de Azevedo.
Em 1967, em decorrência de doença
renal do marido, muda para São Paulo onde ele tinha quatro irmãos. Não se adaptaram à
megalópole e mudaram para BlumenauSC., onde ele tinha outro irmão e de lá para
Itajaí, onde se estabeleceram, outra vez, com uma loja de confecções e armarinhos.
Em 1971, com a loja ainda dando os
primeiros passos, o marido teve um derrame. Perderam tudo. Ela se viu só numa cidade
estranha, com dois filhos pequenos: o menino com sete anos e a menina com seis e o marido
inválido.
Ela não querendo voltar para o
comércio, como simples balconista, depois de ser uma comerciante próspera, resolveu
voltar a estudar. Pegou os livros e apostilas e estudou em casa. Fez os exames de
Madureza: artigos 99 e 91. Em um ano fez o primeiro e segundo graus.
Em 1972 participa da implantação
do MOBRAL e alfabetiza uma turma de adultos. Fez reuniões, foi duas vezes a
Florianópolis para continuar ensinando aquela turma para que não esquecessem o pouco que
aprenderam. Conseguiu e no final daquele ano os alunos receberam o certificado de
conclusão do primário.
Em 1973 fez o vestibular: passou em
primeira opção para Letras e em segunda para Direito. Cursou Letras pela necessidade
urgente que tinha de trabalhar, para criar os filhos e cuidar do marido doente. Embora
pretendesse fazer Direito, para agradar ao pai e porque gostava.
Neste mesmo ano trabalha como
orientadora social do SESC e estuda à noite
Em 1974 é aprovada em concurso
para o magistério público municipal e passa a trabalhar pela manhã no primário e à
tarde no ginásio.
Em 1976 concluiu o Curso de Letras
na então FEPEVI (Fundação de Ensino do Pólo Geo-Educacional do Vale do Itajaí) hoje
Universidade do Vale do Itajaí.
Durante o tempo em que morou em
Itajaí, publicou poesias nos jornais "O Povo" e "O Sol". Lecionou em
várias escolas públicas e particulares como substituta e fez concurso para o magistério
público municipal. Fazia todos os cursos de extensão promovidos pela faculdade. Numa
ânsia enorme de aprender .
Em 1977 resolveu voltar à terra
natal, por insistência do marido doente, que desejava ser enterrado no Maranhão.
Chegando lá fez concurso para o magistério público Estadual e começou a lecionar no
Centro de Ensino de 2o Grau "Gonçalves Dias" e também, no Colégio
Maranhense " Maristas do Maranhão". Conseguiu reconstruir o nível de vida
perdido com a doença do marido, trabalhando em média dezoito horas por dia.
Em maio de 1980 morreu o marido.
Ela ficou com os filhos, então, com 16 e 17 anos.
Em 1981 fez atualização em
Educação (180h) na PUC Rio Grande do Sul.
Em 1983 fez pós-graduação
"Latum - Sensum" com especialização em Lingüística, em Vassouras Rio
de Janeiro.
Em 1986, depois que os filhos
casaram, o rapaz em janeiro e a menina em dezembro, resolveu morar no Rio de Janeiro. Não
conseguiu, de imediato, trabalhar em sua profissão. Para sobreviver e não voltar
derrotada, trabalhou como monitora na Tupperware, e mais tarde como Modelista Industria,
na Chocolate Indústria de Roupas, depois de fazer vários cursos no SENAI.
Em 1989, após dois anos de
conhecimento, foi morar com o Dr. Christian Roberto Ferreira Davis, na Praia de Mauá
Magé onde lecionou na Faculdade Renato Cozzolino, na Escola Nossa Senhora da Guia
e no Centro Educacional "Turma da Mônica".
Em 1997 foi aprovada no concurso
público Estadual e no ano seguinte foi nomeada para lecionar Português e Literatura no
Colégio Estadual Mauá.
Em 1998 foi aprovada para a segunda
matricula e escolheu mais uma vez o Colégio Estadual Mauá, a quinhentos metros de sua
residência.
Em novembro de 2002 toma posse na
Academia Mageense de Letras. Foi eleita vice-presidente para o mandato 2004-2005.
Endereços onde tenho trabalhos
1. www.universodohaicai.cjb.net
2. www.kakinet.com
3. haicai dos leitores temas: Arrebol de outono orvalho pamonha
dia da abolição
brócolis prado seco
4. Caqui - graffite
5. www.joaodorio.com Carteira de artistas
poesia mascolanza
6. www.acadmageenseletras.hpg.com.br
7. www.sextodistrito.com
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